Fora as informações do artigo abaixo, gostaria de frisar que mais de 90% da soja é transgênica, uma das tecnologias mais nefastas que já apareceram na terra dominada por algumas das corporações também mais nefastas que já apareceram na Terra. Os cultivos transgênicos DESTROEM áreas IMENSAS para implantar uma monocultura SEMPRE associada à QUÍMICA TÓXICA, dando lucro para empresas como a Monsanto, responsável já na década de 30 por poluir com substâncias altamente tóxicas a região de Anniston, nos EUA, com terríveis efeitos destruindo a fauna, flora e milhares de vidas humanas até hoje, que na década de 60 forneceu o agente laranja para ser usado na guerra do Vietnã e atualmente fornece o fósforo branco usado em bombardeios na faixa de Gaza (
Escrito por Flávio Passos, com contribuição de Pedro Ivo
A soja, já há algumas décadas, é tratada como uma “estrela” no
universo dos alimentos tidos como saudáveis. Inúmeros nutricionistas,
jornais e revistas especializadas a recomendam.
Muitos que se propõem a melhorar a qualidade do que comem começam por
acrescentar seus derivados na dieta, de fato acreditando que estão
fazendo escolhas mais saudáveis. A expressão “Contém Soja” em qualquer
rótulo, seja de uma bebida, seja de um biscoito, parece transmitir a
noção de que o produto em questão é abençoado e tem tudo o que a sua
saúde pode estar precisando.
MAS… e se toda esta história for apenas mais um mito criado pela
indústria (da soja, obviamente) para vender sua produção? Seria possível
que um conjunto de seres humanos crie uma estratégia de disseminação de
meias-verdades e propaganda enganosa para vender produtos que trazem,
na realidade, mais malefícios do que benefícios?
A História da Soja
Os proponentes dos benefícios da soja alegam que o valor e a
segurança dos produtos de soja foram provados ao longo de vários
milênios de uso na Ásia Oriental. Infelizmente, isto é apenas meia
verdade. Sim, a soja foi cultivada na Ásia durante vários milênios, mas
não como alimento – inicialmente, era utilizada em regime de rotação de
culturas para fixar nitrogênio no solo. Por muito, muito tempo não se
considerava a soja como algo adequado para comer, até que por
necessidade (muita gente, pouca comida) os orientais desenvolveram a
fermentação da soja e assim criaram molhos como o shoyu, o tamari, o
natô, o missô e o tempê.
Nos EUA, até a década de 1920 a soja foi cultivada apenas para uso de
seus produtos industriais (sim, óleo de soja era usado como matéria
prima para tinta e lubrificante). O bagaço era descartado. Depois,
começou-se a destinar o cultivo da soja para nutrição animal, e só
recentemente como fonte primária de proteína para a alimentação humana.
No Japão, a média de consumo de soja é de cerca de 8-9 gramas de produto
de soja por dia. Isto é MENOS do que duas colheres de chá
(!!!). Novamente, a maioria da soja que se come por lá é fermentada ou
precipitada (tofu).
A Proteína Isolada de Soja é um fenômeno da indústria ocidental.
Praticamente todos os dados que dão suporte aos benefícios da soja como
alimento vem como resultado de estudos recentes promovidos pela
indústria agrícola para justificar o novo status da soja como uma
“alternativa saudável” para laticínios e carne. Será que são tão
confiáveis?
A indústria da soja é tão grande e rica quanto à indústria do leite
(que o promove como “fonte essencial e insubstituível de cálcio”) e a
indústria da carne (que a promove como “fonte essencial e insubstituível
de proteínas”), e dispõe de grande orçamento para patrocinar estudos e
publicidade para colocar a leguminosa em alta.
Promovida como uma alternativa “mais do que saudável” para o leite e
para a carne, a soja hoje é adicionada em quase tudo. Biscoitos,
macarrão, salgadinhos, fórmulas nutricionais para bebês, bebidas
prontas, suplementos para atletas… Parece que adicionar soja em qualquer
produto é bom negócio. O consumidor leigo realmente acredita optar por
algo melhor quando lê a palavra mágica “soja” entre os ingredientes.
Não é a primeira vez que a indústria se aproveita do pouco estudo do
consumidor e pincela a realidade com toques de fantasia. Neste caso,
porém, a dimensão da “fábula” se tornou realmente enorme e se fala até
mesmo em “milagre da soja”. Já passa da hora da verdade ser dita.
E
a verdade é que, a menos que seja preparada da maneira correta, a soja
pode ser muito mais prejudicial do que benéfica para a delicada
bioquímica do corpo humano.
Sabedoria Ignorada
Detalhando um pouco mais suas origens históricas, a soja foi
utilizada como alimento pela primeira vez durante a antiga dinastia Chou
(1134-246 AC), somente após essa cultura ter aprendido a transformá-la
em algo biodisponível através do processo de
fermentação,
que fez surgir alimentos como o missô, o tempê, o nattô e o tamari. A
soja era então, utilizada apenas como condimento e em pequenas
quantidades, como é até hoje nas culturas tradicionais. Nunca foi
utilizada como substituto para alimentos de origem animal e nem mesmo da
maneira excessiva como tem sido propagada nos dias de hoje pela cultura
ocidental.
A sabedoria dos antigos compreendia que a soja que não é preparada
devidamente é altamente indigesta e contém diversos elementos
indesejáveis. Algo que foi e é “ignorado” por aqueles que propagam o uso
irrestrito da soja, na forma do grão integral cozido, na forma de
“carne” ou “leite” de soja e nas inúmeras formas de soja não-fermentada,
desnaturada pelo calor excessivo e/ou pressão, tratada com químicos,
fracionada ou coagulada para se transformar em tofu e proteína isolada
de soja.
Atualmente, praticamente toda a soja disponível no mercado (93% é o
percentual exato, de acordo com o FDA americano) é transgênica –
geneticamente modificada para ser resistente à agrotóxicos que matam
todas as outras formas de vida, menos a soja, o que a torna ainda mais
prejudicial, porém fornece maior lucratividade por metro quadrado.
Independente da discussão sobre o alimento transgênico ser nocivo por
si, alimentos geneticamente modificados acumulam em si resíduos de
GLIFOSATO (base do pesticida Roundup), um veneno poderoso e assustador.
Um rápida busca no google sobre “perigos do glifosato” (ou glyphosate
dangers) revela o tamanho do problema – para a saúde do indivíduo, do
solo, dos lençóis freáticos e de tudo o que é vivo. Isto ainda ser
permitido nos dias de hoje é um sinal do quão pouco desenvolvidos
estamos como humanidade. Comer soja transgênica, ou produtos de origem
animal que comeram soja transgênica (vacas e laticínios, frangos e ovos,
porcos, salmão, tilápia) é literalmente comer veneno. Este é um assunto
muito sério e não deveria ser descartado como algo menor.
O fato é que existe um
elevado conteúdo de antinutrientes
na soja que não é devidamente preparada. Antinutrientes são substâncias
que interferem na absorção de nutrientes e os drenam do organismo. Seu
consumo frequente conduz à deficiências crônicas de minerais. Na soja se
concentram substâncias como o
ácido fítico, os goitrogênicos e alguns
inibidores enzimáticos que
bloqueiam a ação da tripsina (uma importante enzima vital), dentre
outras enzimas essenciais. Estes inibidores são proteínas resistentes
que retém sua configuração mesmo quando cozidas por longos períodos.
Quando ingeridas, estas substâncias produzem desarranjo gástrico,
redução na capacidade de digestão das proteínas e deficiências crônicas
de aminoácidos. Em testes com animais, uma dieta com alto nível desses
inibidores causou aumento patológico do pâncreas e outras condições,
incluindo câncer. (2)
A soja é um dos alimentos com maior quantidade de ácido fítico já encontrados,
e ao contrário dos fitatos na maioria dos grãos, os fitatos na soja são altamente resistentes à imersão e ao cozimento. O
ácido fítico é largamente estudado por impedir a absorção de minerais
como ferro, magnésio, cobre, cálcio e especialmente zinco. Ingerido
frequentemente pode levar à carência desses minerais (3, 4, 5, 6, 7, 8).
Apenas um longo período de fermentação irá reduzir de forma
significativa a quantidade destes antinutrientes.
A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina que causa
aglutinação das hemácias podendo levar a produção de coágulos
sanguíneos. O inibidor de tripsina e a hemaglutinina são considerados
substâncias inibidoras do crescimento.
Os chineses sabiam disso e, portanto, só consumiam a soja fermentada.
A fermentação, realizada por micro-organismos benéficos (probióticos),
pré-digere a proteína em aminoácidos e inativa tanto os inibidores
enzimáticos quanto os antinutrientes. Desta forma a soja se transforma
em um alimento altamente biodisponível, apto ao consumo humano. Se a
soja não for preparada desta maneira bem específica, ou seja, por
fermentação lenta, o melhor é evitá-la.
A soja contém naturalmente fitoestrogênios, substâncias que mimetizam
a ação do hormônio estrogênio dentro do corpo humano. Quando você
ingere uma pequena quantidade dessas substâncias o corpo se adapta sem
alterações, mas, em excesso, estes fitoestrogênios causam
desequilíbrio hormonal.
Acontece que, além do hábito ocidental de consumir a soja em
quantidades excessivas, a absoluta maioria da soja disponível é
geneticamente modificada. A soja geneticamente modificada, além de ser
um dos produtos que mais recebe agrotóxicos, contém muito mais
fitoestrogênios do que a soja natural. Seu consumo agride o equilíbrio
hormonal e pode conduzir à puberdade prematura e a uma série de doenças
relacionadas ao excesso de estrogênio no decorrer da vida. A sugestão é
não consumir produtos geneticamente modificados de qualquer espécie, e
no caso da soja, isso é particularmente difícil.
Pesquisas ainda pouco divulgadas (afinal, não contribuem para a
lucratividade da indústria) demonstraram que o uso de soja nas fórmulas
de nutrição para bebês pode causar problemas diversos no desenvolvimento
da criança, como disfunções na glândula tireoide e danos irreversíveis
em seu sistema nervoso, não apenas devido aos seus antinutrientes,
goitrogênicos e fitoestrogênios, mas também pela enorme quantidade de
alumínio e manganês (9, 10). Não é contaminação por alumínio em tanques
de alumínio, é alumínio encontrado na composição da soja.
Proteína Vegetal Texturizada: Resíduo Industrial

A proteína isolada da soja, presente em suplementos para atletas e em
diversos alimentos industrializados, assim como a proteína vegetal
texturizada, ou carne de soja, são, sem exagero,
venenos tóxicos para o sistema biológico humano.
É importante lembrar que nem todos os venenos matam na primeira dose.
Porém, assim como os refrigerantes, os refinados e as frituras, esses
derivados industriais da soja são agressivos e antinaturais para o
sistema e contribuem para o desequilíbrio da ecologia interior. Ainda
que o organismo seja equipado com uma exímia capacidade de expulsar
toxidade, cada vez que você escolhe ingerir algo inadequado está
desnecessariamente desgastando o mesmo, poluindo sua bioquímica interior
e ofendendo a Natureza que vive dentro de você.
O que faz com que essas substâncias sejam tão nocivas é justamente a
sua forma altamente processada. Para produzir a proteína isolada de
soja, os grãos da leguminosa são primeiramente moídos e depois
mergulhados em
solvente químico de petróleo, com o objetivo de extrair os óleos naturais do grão. O resíduo desta mistura, que é na verdade
a sobra do processo industrial de extração do óleo
é então misturado com açúcares e com uma solução alcalina (também
química) para remover qualquer fibra. A massa resultante é então
precipitada e separada utilizando uma lavagem ácida. Finalmente, o que
sobra é neutralizado em uma solução alcalina e depois desidratado em
altas temperaturas para produzir um pó proteico.
O resultado final é um pó
artificialmente desnaturado
e indigesto. Por isto é tão comum a incidência de gases naqueles que
fazem uso da proteína isolada de soja. Afinal, mesmo com todo este
processamento, a maioria dos antinutrientes presentes naturalmente na
soja resistem e permanecem em seu conteúdo.
Proteína vegetal texturizada, ou PVT, a famosa “carne de soja” não é
nada mais do que proteína isolada de soja que foi compactada através de
um processo industrial de elevada pressão e temperatura. Tão indigesta
quanto o isolado de proteína de soja, se não mais, porque esta é muitas
vezes adicionada de corante caramelo, substância reconhecidamente
cancerígena, e o famigerado
realçador de sabor glutamato monossódico,
um neurotóxico comum na indústria da comida industrializada – pois é um
viciante das papilas gustativas que consegue transformar até mesmo um
pedaço de isopor insalubre em algo que é “impossível comer um só”.
Assim sendo, uma das maneiras de medir os critérios de qualidade de
um restaurante que se denomina natural é verificar se este oferece a tal
“carne de soja”, ou proteína vegetal texturizada (PVT) em seu cardápio.
Pratos como “Strogonoff de carne de soja”, carne de soja refogada,
kibe, coxinha ou pastel de carne de soja, molho bolognesa com carne de
soja e outras opções semelhantes são uma clara demonstração de que os
responsáveis pela elaboração do cardápio precisam aprofundar seu
conhecimento.
Naturalmente, os critérios das grandes indústrias alimentícias não
são muito melhores, portanto é recomendável que você adquira o hábito de
ler o rótulo daquilo que você usualmente compra e evite tudo aquilo que
contenha proteína isolada de soja ou proteína vegetal texturizada em
sua composição. É comum a participação deste ingrediente nas
formulações, especialmente naquilo que tem como meta atingir o nicho de
mercado “natural e saudável”.
Um apelo especial às mães: evite ao máximo oferecer aos seus bebês
qualquer coisa que contenha proteína isolada de soja ou PVT, nem mesmo
fórmulas feitas com extrato de soja ou leite de soja. Leite de soja é
altamente indigesto e carrega em sua composição todos os antinutrientes e
toxinas advindas do processo de industrialização, além disso há grandes
chances de causar sérios desequilíbrios hormonais. Em meninos, esses
desequilíbrios se manifestarão em problemas cognitivos e dificuldades no
aprendizado (9, 10). Nas meninas há a chance de desenvolvimento sexual
prematuro, sinais da puberdade se manifestam antes do tempo esperado, e,
em alguns casos, assustadoramente antes. (11, 12, 13)
Consideremos o processo envolvido no feitio do leite de soja.
Primeiramente, com o objetivo de remover alguns dos antinutrientes (mas
não todos), os grãos da soja são mergulhados em uma solução alcalina.
Esta mistura é então cozida em panelas de pressão gigantescas, algo que
desnatura a proteína da soja a tal ponto que a torna algo muito difícil
para o corpo digerir. A solução alcalina em que os grãos ficam de molho
deixa neles um carcinogênico (cancerígeno) chamado
lisinealina.
Portanto, se é absolutamente necessário beber leite vegetal de alguma
espécie, que seja o leite de amêndoas, de gergelim, de coco, de
castanhas, de nozes, de girassol, de linhaça, de quinua ou, em último
caso, de arroz.
Tofu: Só em pequenas quantidades
Mesmo produtos fracionados da soja como o
tofu
trazem consigo alguns inconvenientes, pois herdam os antinutrientes e
inibidores enzimáticos, ainda intactos em sua maioria. O processo de
feitio do tofu de fato reduz parte do conteúdo de antinutrientes, mas
muito deste conteúdo permanece. O ácido fítico permanece intacto.
Tofu é uma adição relativamente recente às culturas orientais, e as
tradicionais (antes da indústria modificar a tradição) ainda o utiliza
em quantidades baixas, conforme mencionado acima.
É uma pena que os produtos de soja estejam sendo promovidos
atualmente em escala sem precedentes, e as pessoas induzidas a pensar
que são alternativas saudáveis para o dia-a-dia. O problema é
especialmente significativo para aquelas pessoas que, sensibilizadas com
o absurdo que é a indústria do sofrimento animal, optam por não mais
ingerir carne, derivados de leite e ovos e recebem a informação de que
precisam suplementar as necessidades de proteína através da soja,
passando assim a consumir derivados da leguminosa com frequência e em
grande quantidade.
Em 2003 foi feita uma
pesquisa, extensamente divulgada pelo Dr. John McDougall, MD, que demonstrou que os fatores de estimulação hormonal da soja podem
acelerar em até 69% (30% a mais que os temíveis laticínios) o crescimento de células cancerosas e tumores
através da estimulação exagerada de um fator corporal denominado IGF-1
(Insulin Growth Factor). Somente isso, já seria significativo o
suficiente para despertar um alerta em relação ao desmedido consumo de
soja que tem acontecido.
MITOS E VERDADES SOBRE A SOJA
Mito: Culturas asiáticas consomem grandes quantidades de soja.
Verdade: O consumo médio de soja no Japão e na China
é de 10 gramas (aproximadamente 2 colheres de chá) por dia. Asiáticos
utilizam a soja em pequenas quantidades, como condimento, e não como
substituto para a proteína animal.
Mito: A soja fornece proteína completa.
Verdade: Como todas as leguminosas, a soja é
deficiente em aminoácidos sulfurosos com a Metionina e a Cistina. Além
disso, o processamento industrial desnatura a frágil Lisina.
Mito: Alimentos fermentados de soja podem fornecer a vitamina B12 para suprir as necessidades de dietas vegetarianas.
Verdade: O composto que lembra a vitamina B12
presente na soja não pode ser utilizado pelo corpo humano. De fato,
alimentos provenientes da soja causam ao corpo uma necessidade maior de
B12.
Mito: A fórmula nutricional para bebês feita de soja é saudável.
Verdade: Os inibidores enzimáticos da soja afetam a
função pancreática. Dietas com elevado teor de inibidores de tripsina,
quando testadas em animais, levaram a uma paralisia do crescimento e
desordens do pâncreas. Soja aumenta a necessidade de vitamina D do
corpo, necessária para o fortalecimento dos ossos e para o
desenvolvimento em geral. O ácido fítico também reduz a absorção do
ferro e do zinco, igualmente importantes para o desenvolvimento do
cérebro e do sistema nervoso. E a megadose de fitoestrogênios na fórmula
infantil de soja tem sido apontada como um dos fatores da tendência do
desenvolvimento sexual prematuro das meninas e do retardamento do
desenvolvimento sexual dos meninos.
Mito: Derivados de soja podem ajudar a prevenir a osteoporose.
Verdade: Derivados de soja podem causar deficiências em cálcio e em vitamina D, ambos necessários para a saúde dos ossos.
Mito: Derivados de soja protegem contra diversos tipos de câncer.
Verdade: Um estudo feito pelo governo britânico
relatou que não existe qualquer evidência que a soja proteja contra o
câncer de mama ou qualquer outro tipo de câncer. De fato, derivados de
soja podem resultar num aumento do risco de câncer.
Mito: Derivados de soja protegem contra doenças de coração.
Verdade: Em algumas pessoas, o consumo de soja irá
reduzir o colesterol, mas não há qualquer evidência que as doenças do
coração estejam ligadas ao aumento do colesterol.
Mito: O fitoestrogênio da soja (isoflavona) é saudável.
Verdade: As isoflavonas são agentes que, em excesso,
rompem o equilíbrio do sistema endócrino. Acrescentados na dieta, podem
prevenir a ovulação e estimular o crescimento de células cancerígenas.
Apenas 30 gramas (4 colheres de sopa) de soja por dia pode resultar em
hipotireoidismo com sintomas de letargia, constipação, ganho de peso e
fadiga.
Mito: Derivados de soja são bons para as mulheres em seus anos pós-menopausa.
Verdade: Derivados de soja podem estimular o
crescimento de tumores devido ao seu teor elevado de fitoestrogênio,
além do já mencionado déficit no funcionamento da tireoide. Uma tireoide
debilitada é associada com dificuldades na menopausa.
Mito: Os fitoestrogênios da soja podem melhorar a capacidade cerebral.
Verdade: Um estudo recente revelou que as mulheres
com a maior quantidade de estrogênio em seu sangue apresentavam os
menores níveis de função cognitiva. O consumo de tofu é relacionado com o
crescimento da ocorrência da doença de Alzheimer em descendentes de
japoneses.
Mito: A soja é boa para a sua vida sexual.
Verdade: Diversos estudos demonstraram que derivados
da soja causam infertilidade nos animais. O consumo da soja estimula o
crescimento dos cabelos em homens de meia idade, algo que indica redução
nos níveis de testosterona. Donas de casa japonesas alimentam seus
maridos consistentemente com tofu quando querem reduzir sua virilidade.
Mito: A soja é boa para o meio ambiente.
Verdade: A maior parte da soja cultivada hoje em dia é geneticamente modificada, o que amplia o uso de pesticidas e polui a biosfera.
Mito: O cultivo da soja é um auxílio para os países subdesenvolvidos
Verdade: Em países de terceiro mundo, o cultivo da
soja toma o lugar dos cultivos tradicionais e transfere o valor
adicional do processamento da população para as corporações
multinacionais.
Conclusão
Este artigo não tem a finalidade de demonizar a soja, mas o exagero da propaganda e a falta de critérios da mesma.
Sim, se você comer pequenas quantidades de produtos de soja orgânica
em suas versões fermentadas, você pode colher alguns benefícios
substanciais à saúde. É algo da Natureza que, quando devidamente
preparado, pode ser alquimizado em algo benéfico.
Entretanto, utilizar a soja como fonte de proteína primária em formas
não fermentadas – como o leite de soja e tofu – a relação de equilíbrio
pode ser rompida. Os perigos de soja não podem ser ignorados. Assim,
minha sugestão (e prática pessoal) para quem se interessa em comer
produtos de soja:
> Não consumir mais do que 30g soja por dia – se tanto.
> Falei isto muitas vezes, mas vale ressaltar para gravar: apenas
as formas fermentadas – tempeh, miso, natto e molho de soja.
> Absolutamente não recomendo leite de soja, pois é muito fácil
consumir soja em excesso dessa maneira. Pessoalmente, eu gosto de usar
leite de amêndoa. É low carb, e delicioso. Não tem tanta proteína, mas
existem outras fontes. E se você optar por produtos lácteos,
certifique-se de que são orgânicos, crus, e alimentados com capim, e não
ração transgênica. Sei que é difícil de achar, mas este é o mundo que
criamos.
> Comer apenas soja orgânica. Não recomendo chegar perto da versão
transgênica – e está ficando cada vez mais difícil de evitar, muitas
lavouras de soja orgânicos estão se tornando contaminadas.
Não recomendo isolado de soja como suplemento protéico. A
minha preferência de proteína vegetal é uma mistura de proteína de
arroz / ervilha.
Em menor escala, outros tipos de Feijão também são como a Soja

Existem diversos tipos de leguminosas, ou feijões: feijões de todos
os tipos e cores, lentilhas, grão de bico, soja, amendoim… Não é só a
soja que tem os seus inconvenientes
: todos os membros da família dos feijões apresentam, em escala menor do que a soja, fatores de dificuldade para a digestão, a menos que sejam devidamente preparados.
Feijões são vegetais nutritivos e protéicos, e oferecem uma qualidade
de carboidrato que é entregue gradativamente ao sistema – chamamos este
de “slow carb”. Algumas pessoas (em geral as que possuem uma digestão
robusta) conseguem extrair com facilidade o potencial nutritivo dos
feijões.
Outras, de digestão menos potente ou incompatível, não conseguem
digerí-los muito bem. Alguns sinais claros de incompatibilidade:
formação de gases, sonolência pós-refeição.
Qualquer tipo de feijão, a menos que ainda esteja verde dentro da
vagem, também apresenta inibidores enzimáticos e antinutrientes em sua
composição. A Mãe Natureza designou estas substâncias nos feijões para
impedir que brotassem e crescessem antes que estivessem no ambiente
correto.
Existem caminhos para minimizar estas dificuldades, em grande parte
causadas pelos antinutrientes presentes neste tipo de semente – em
especial os fitatos (ácido fítico), que bloqueiam a absorção de cálcio,
magnésio, ferro e zinco, e que inibem enzimas importantes diretamente
envolvidas na digestão como a pepsina e a amilase.
De fato, para qualquer feijão se tornar idealmente leve e digestivo é
necessário que antes este seja deixado de molho de um dia para o outro.
Na manhã seguinte, os grãos devem ser lavados e deixados em repouso
sobre uma peneira. Os grãozinhos inchados recebem da água a mensagem de
que podem então despertar para a vida e iniciar seu processo de
germinação.
Este método simples de minimizar este problema e facilitar o aporte
dos nutrientes do feijão leva tempo, mas quase nenhum esforço.
1 – Escolher o feijão de preferência (pessoalmente prefiro os mais leves, como o da foto (Mung ou Moyashi), ou as lentilhas.
2 – Deixar de molho por pelo menos 36 horas em água com uma colher de
sopa de vinagre por cada 500ml. O ácido atua na redução dos fitatos.
3 – Lavar e aguardar 24hs para que o feijão pré-germine (reduzindo ainda mais seus antinutrientes).
4 – Pré cozinhar os feijões por 10 minutos, jogando fora esta primeira água.
5 – Congelar em porções (como na foto) e finalizar o preparo quando desejado. Dura meses no freezer!
Pode ser que feijões não sejam para você. Pode ser que seu corpo
funcione melhor sem eles. Mas, se você gosta de feijões ou precisa
usá-los como fonte de nutrição, este método faz toda a diferença.
Se você consegue digerir bem feijões que não passaram pelo processo
de demolhagem, celebre: você foi abençoado com uma digestão robusta!
Os feijões moyashi, azuki e lentilhas são os de digestão mais fácil e
leve, portanto os mais recomendáveis para consumo frequente (desde que
preparados devidamente). Feijões mais densos como o preto ou o roxinho
deveriam ser deixados para ocasiões especiais, ao invés de fazer parte
da dieta do dia-a-dia. Alguns feijões de difícil digestão são o feijão
branco e o feijão fava, ambos ricos na toxina
hemaglutinina, assim como o são o roxinho, o jalo e diversas outras variedades, algo que inviabiliza seu consumo em estado cru.
O Feijão Nosso de Cada Dia

Culturalmente os feijões são ingredientes consagrados da culinária do
Brasil e de diversas partes do mundo. O prato mais famoso da culinária
brasileira é a Feijoada, e o arroz com feijão considerado como a
estrutura nutritiva de toda uma nação.
A pergunta que fica é: será que um ingrediente que requer tantos
métodos de transformação para ser aproveitado ao máximo deveria ser
considerado um alimento tão insubstituível assim?
Tudo o que você pode encontrar nos feijões você também encontra em
outros alimentos, sem as desvantagens e com muito mais facilidade de
preparo. Ferro, magnésio, proteínas, molibdênio… estes e outros
nutrientes você encontra suficientemente nas
folhas verde escuras,
sem dúvida a fonte de alimento mais abundante, rica e medicinal deste
planeta. Um belo e consistente suco de folhas verdes, acompanhado de
outros ricos e nobres elementos dietéticos como, por exemplo, a semente
de linhaça, supre tudo o que você pode obter nos feijões, sem lhe deixar
pesado e com o pensamento lento, muito pelo contrário.
É importante lembrar que quanto mais leve e de fácil digestão é uma
refeição, melhor, mais dinâmico e capaz de realizar qualquer coisa você
se sentirá nas próximas horas.
Os antigos membros da escola do sábio Pitágoras observavam a total
abstenção de feijões em geral, assim como faziam com a carne, pois estes
eram considerados “alimentos impuros” e de difícil digestão,
responsáveis pelo embotamento do intelecto e das percepções sutis. E
dizia Hipócrates, o “pai” da medicina ocidental: “Os feijões são tão
nutritivos que poderíamos viver só deles… se seus nutrientes não
convivessem com tantos tóxicos. ”
Para concluir, feijões, desde que preparados dentro dos critérios
descritos, podem muito bem fazer parte de uma dieta leve e saudável,
porém não são absolutamente necessários. Existem fontes mais leves, mais
digestivas e de preparo mais simples para se obter os importantes
nutrientes. Se ainda assim escolher os feijões como fonte de nutrientes,
lembre-se de germiná-los por alguns dias antes de cozinhar. Faz uma
enorme diferença, e você certamente terá menos gases.
Finalmente, uma das mais agradáveis formas de se apreciar os feijões é através de suas
vagens.
Neste estado ainda se encontram livres de inibidores enzimáticos,
antinutrientes ou hemaglutininas. Tudo o que requerem é um rápido
cozimento no vapor.
As vagens, ou feijões imaturos, são normalmente muito menos
apreciadas do que merecem. Riquíssimas em vitamina K, vitamina C,
vitamina A, manganês, fibras, potássio, ácido fólico, ferro, triptofano,
proteínas e até mesmo ômega 3 (algo que não se encontra no feijão
maduro), as vagens não são apenas práticas, leves e nutritivas, mas
também são
deliciosas quando bem preparadas .
Uma forma sensacional de saborear este vegetal é usá-lo como substituto para a massa de macarrão
penne.
Selecione vagens novas, frescas e firmes, lavando-as bem e cortando a
base com o cabo. Em seguida, faça dois cortes em diagonal, cortando cada
vagem num formato semelhante ao
penne. Cozinhe no vapor por dez
minutos, ou até que fique ao dente. Cubra com o molho de sua preferência
(evite os enlatados industrializados e prefira os orgânicos,
especialmente os caseiros) e saboreie essa delícia nutritiva, sem glúten
e sem excesso de carboidratos!
Resumindo:
- A soja começou a ser utilizada pelos
chineses apenas após a descoberta do processo de fermentação, que
neutraliza seus antinutrientes. Ainda assim é e foi utilizada apenas
como tempero e não como fonte nutricional consistente
- A soja está muito longe de ser o alimento saudável propagado pela indústria
A soja contém:
- Elevado nível de antinutrientes, como
ácido fítico e inibidores enzimáticos que bloqueiam a absorção de
minerais podendo causar deficiências sérias;
- Goitrogênicos: substâncias que impedem a
absorção de iodo e causam hipotireoidismo e outros problemas de
tireoide, inclusive câncer;
- Fitoestrogênios: causam puberdade precoce
nas meninas e puberdade retardada nos meninos, além de afetar outras
áreas, podendo causar infertilidade;
- Hemaglutinina: substância que pode causar coágulos sanguíneos;
- Altíssimo teor de alumínio e manganês:
alumínio é reconhecidamente deletério para o sistema nervoso e para o
cérebro e o manganês em grandes quantidades também se torna tóxico para o
sistema nervoso;
- Grande quantidade de agrotóxicos, sendo uma das maiores monoculturas transgênicas, ameaçando nossa saúde e a saúde do planeta.
- Outras espécies de feijões, como a
lentilha, grão de bico, feijão roxinho, feijão preto, azuki, etc. também
apresentam antinutrientes e inibidores enzimáticos e necessitam de
preparação especial para minimizar essas substâncias indesejadas e serem
melhor digeridos. Os processos mais comuns são: deixar de molho em meio
ácido, germiná-los e cozinhá-los. As vagens não apresentam esses
inconvenientes e são uma ótima opção.
Estudos citados:
1 – Katz, Solomon H., “Food and Biocultural Evolution: A Model for
the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional
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7 – Phytate reduction of zinc absorption has been demonstrated in
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Mais referências:
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http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2000/08/20/soy-dangers-part-two.aspx
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https://www.mercola.com/article/soy/avoid_soy.htm