quinta-feira, 11 de julho de 2013

CICLO DE PALESTRAS



CICLO DE PALESTRAS
COM O POETA, ESCRITOR, TRADUTOR E PESQUISADOR PEDRO IVO

ÀS SEXTAS, 20h:                                           

12/07/2013:Poesia, muito mais do que um estilo literário”

19/07/2013: Meditação, a arte de ir além da mente”

26/07/2013: Uma conversa sobre xamanismo”

Local: Espaço Drão restaurante e ateliê
Alameda Lavapés 560, Vila Rica, Cunha
tel:(12) 3111-1326

contribuição: R$ 10,00

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O QUE É O PATHWORK? (Palestra Introdutória)

O Pathwork é uma disciplina espiritual contemporânea. É baseada num corpo de
ensinamentos inspirados por uma entidade espiritual de sabedoria profunda que se nomeia a si
próprio como - O GUIA. Estes ensinamentos chegaram até nós na forma de 258 conferências,
através do canal de EVA PIERRAKOS nos EUA, desde 1957 até o ano de sua morte em 1979.

O termo " PATHWORK " refere-se aos ensinamentos, ao trabalho contínuo de praticar e
integrar os conceitos e ao conjunto de exercícios colocados nas conferências, e àqueles que se
agrupam para se dar suporte mútuo neste trabalho.

O Pathwork é: as conferências, o estudo, os exercícios práticos e o grupo que trabalha junto.

As conferências são o coração do Pathwork. Elas cobrem um grande espaço - das relações
humanas à meditação, da responsabilidade global à orientação espiritual, indo até o amor divino.
Elas são unidas por um objetivo comum de uma vida maior, uma liberdade na qual os bloqueios e a
resistência em todos os níveis tenham sido dissolvidos e todas as energias da vida fluam através do
corpo e da alma. Ensinam que todos nós podemos aprender a abrir o canal para a nossa sabedoria
interior e a ouvir a voz do nosso Eu Divino. Nesse estado as pessoas - sós  e em comunidade - têm
acesso a conhecimento, energia, prazer e amor ilimitados. Nesse estado o servir e o dar são naturais
e não exigem esforço.

As conferências proporcionam uma estrutura conceitual para o nosso trabalho, o trabalho de
auto purificação: o  desvencilhar-se das ilusões a respeito de nós mesmos, dos outros e da natureza
da realidade; das defesas contra o amor, o compromisso e a mudança; da relutância em assumir a
total responsabilidade por nossas ações, pensamentos e circunstâncias. É um processo de resgate do
Eu Real, do Eu Unificado, que é tanto ativo quanto receptivo, a um tempo vazio e pleno, só e
relacionado. O Eu livre é responsável e feliz.

O Guia nos desperta, através das conferências, para a natureza e a origem do bem e do mal e
mostra como cada um deles se manifesta no nível humano de consciência. O crescimento espiritual
significa não apenas deixar de criar a escuridão por meio de nossa resistência ao Princípio Universal
de Vida; é também uma questão de fortalecer a manifestação do bem e, por fim, transcender a
dualidade entre o  bem e o mal. As conferências são lúcidas e poderosas ao mostrar-nos como
reforçar a nossa identificação com o Divino, como submetermo-nos ao imperativo da vida.

Muitos dos conceitos introduzidos por elas são realmente revolucionários: têm o poder de
minar a estrutura de hábito e desesperança e de liberar tremenda energia para o crescimento, para a
mudança, para o servir. As conferências são um mapa para aqueles que são chamados pelo anseio
por uma relação mais verdadeira consigo mesmos e com a vida e para quem a auto purificação é ao
mesmo tempo uma necessidade e um prazer.

O PATHWORK é um modo de vida. É a senda que conduz à nossa verdade mais interior,
que é bela. Alguns de vocês podem duvidar disso pois muitas vezes ao olharem o próprio interior,
viram feiúra e dor, fugindo rapidamente para longe. Essa jornada para dentro pareceu-lhes perigosa.
Porém, o simples fato de estarem aqui mostra que sabem que ela vale a pena.
           
Todos nós temos uma máscara exterior e é ela que apresentamos ao mundo. Imaginamos que
fingindo ser diferentes daquilo que acreditamos ser realmente, vamos conseguir o amor e a
aprovação pelos quais ansiamos, pois, bem no fundo, sentimos que somos maus, desprezíveis. No
entanto, quando exploramos essa área má e desprezível em nós mesmos, penetramos na camada
mais profunda, no nosso Centro, que contém toda a beleza, sabedoria e criatividade. Grosseiramente
podemos traçar um diagrama de um círculo, a camada externa, a máscara, sob os traços negativos de
caráter, e, no centro, a luz. Como podemos saber que isso é verdade? Experimentando.

Nesse trabalho, a máscara externa é rapidamente penetrada e chegamos à questão: por que, em
primeiro lugar, precisamos dela? Se somos tão bonitos por dentro, por que estamos tão feios a
ponto de precisar encobri-lo? A camada feia é a Camada das Defesas. Mas do que precisamos nos
defender e por que o fazemos com tanto ódio e veneno?

Uma das explicações básicas do Guia para isso é que formamos concepções errôneas, na
infância, sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre nós mesmos e sobre a natureza da vida. Ele as
chama de imagens, pois estão profundamente incrustadas na substância da nossa alma. Algumas
dessas concepções são trazidas por nós de encarnações anteriores, mas não podemos trabalhar com
elas e certamente não é necessário que nos demoremos sobre esse aspecto; nós trabalhamos com
esta vida. Digamos que uma garota tem uma mãe super protetora e um pai que a rejeita, ou pelo
menos ela os experimenta dessa maneira. Ela crescerá acreditando que pode conseguir o que quiser
das mulheres, mas nada dos homens. Essa crença vai atrair para ela, mulheres protetoras e homens
que a rejeitam, e ela vai realmente acreditar que a sua idéia de que todos os homens são cruéis e
todas as mulheres são gentis e permitirão tudo a ela, estará confirmada. Ela não será capaz de ter um
relacionamento satisfatório com um homem até que resolva a sua falsa convicção e, assim, torna-se
aberta para um tipo de experiência diferente. Este é, naturalmente, um exemplo muito simplificado.
Nossas concepções erradas criam padrões de vida muito complicados. Continuando o exemplo, essa
garota vai encouraçar-se contra a suposta crueldade dos homens de alguma maneira; talvez sendo ela
mesma cruel para não experimentar a dor da rejeição. Ela pode vender-se a outras mulheres, agir
como uma criança e odiar-se por isso. Ela pode envergonhar-se da sua falta de sucesso com os
homens e bancar a "Vamp", ou a intelectual ou o  que quer que seja. Ela irá odiar a si mesma, cada
vez mais convencida de que a vida a está ameaçando injustamente.  Essa altura ela já esqueceu que
originalmente havia essa grande dor de não receber do pai aquilo que ela queria. Esqueceu também
sua culpa por tentar consegui-lo traindo a mãe e bajulando o pai. A vida parece um caos sem saída.
Ela terá problemas no trabalho pois associará seus superiores ao seu pai ou à sua mãe. Será bastante
tensa por dentro, porque reprimiu os sentimentos originais de dor, e então ela teve que reprimir os
sentimentos de ódio, crueldade e raiva. Ela acredita que a sua máscara de doçura é o seu eu real e
que as pessoas tiram vantagem dela.

Nossas crenças interiores, nossas concepções falsas, penetram todos os aspectos da
personalidade humana: nosso corpo, nossos sentimentos, nosso pensar e nossa espiritualidade. Todo
ser humano tem esses aspectos e, para tornarmo-nos completos, unidos com nós mesmos e com o
Universo, temos que ver as distorções em todos esses aspectos e trabalhar com elas.

Quando estamos com medo, por exemplo, nós contraímos os nossos músculos. Os
sentimentos originais, fluentes, de um bebê ficam bloqueados também no corpo à medida que a
criança contrai o fluxo dos seus sentimentos. O corpo mostra muito claramente esses bloqueios e,
através do trabalho da bioenergética, podemos reconhecer e libertar os nós, para deixar passar os
sentimentos e conectarmo-nos novamente com o nosso corpo. Muitas pessoas são desconectadas -
odeiam os seus próprios corpos e vivem na cabeça. Para descobrir quais são os nossos sentimentos
reais em qualquer momento, que outros sentimentos aqueles encobrem, trabalhamos em sessões
individuais e grupais. Usamos o nosso intelecto para incorporar os reconhecimentos emocionais em
nosso sistema inteiro, para corrigir nossas concepções errôneas, para reformular nossos conceitos,
alinhados com a verdade experimentada. Aprendemos também conceitos verdadeiros escutando as
conferências do Guia. Especificamente, dedicamo-nos a encontrar essa verdade, meditamos de
maneiras específicas para estabelecer contato com a nossa Essência interior e com as forças de
criatividade e amor do Universo.

Aprendemos que existem leis espirituais muito específicas que governam a vida e que essas leis
são justas, e que quando nós as violamos, estamos violando a nós mesmos. A lei básica é a lei da
auto responsabilidade. Nós somos responsáveis por aquilo que somos e não foram nossos pais ou a
vida quem "fez isso a nós". Estamos fazendo escolhas constantemente; nós reagimos a situações
externas à nossa própria maneira e, dessa forma, criamos conseqüências que, por sua vez,
provocarão certos eventos. Quando não vemos a relação de causa e efeito de nossas vidas é porque
muitas das causas estão recalcadas no nosso subconsciente. Desenterrar essas causas de lá de onde as
enterramos para evitar encará-las, é a nossa tarefa. Enquanto os nossos sentimentos negativos não
forem reconhecidos, eles terão poder sobre nós e sobre nossas vidas. Ao reconhecê-los, podemos
observá-los em ação, ver claramente a sua destrutividade e modificá-los.

E neste ponto deparamo-nos com outro ensinamento básico. O Universo é um sistema
energético permeado por consciência, ou antes, energia e consciência são uma coisa só, embora seja
difícil para nós entender esse conceito. Contudo, a energia de vida que está em cada célula do nosso
corpo, que é a nossa consciência, é boa, sábia e abundante. E é a mesma energia positiva que nós
distorcemos, em nossa ignorância e  má vontade, e  transformamos em mal, mesquinhez, ódio,
crueldade, negação e destrutividade. Sob a dor que sentimos, quando aquilo que queremos nos é
negado, existe uma intencionalidade negativa que deliberadamente distorce e desvia o que era
originalmente positivo. Podemos achar essa negatividade intencional em nós mesmos quando
cavamos suficientemente fundo. Descobrimos que nós queremos ferir, retirarmo-nos, apenas
receber, mas não dar.

Essa negatividade está incrustada naquilo que chamamos de Eu Inferior. Esse Eu Inferior é
egoísta, centrado em si mesmo. Ele não acredita nas pessoas, em ser aberto, no Universo. Ele quer
agarrar tudo para si mesmo. Tem três características básicas: vontade própria, orgulho e medo. Ele
tem que ter tudo à sua maneira, imediatamente. É orgulhoso de si mesmo, coloca-se acima dos
outros. Mas também é medroso porque a sua vontade própria está sempre em perigo, seu orgulho
está sob constante risco de ser ferido. Essa é uma parte bastante infantil e pouco desenvolvida em
todos nós. É a parte de nós onde está abrigada nossa feiúra e a qual encobrimos com o nosso eu-
máscara.

Neste trabalho nós expomos o nosso eu inferior uns aos outros e assumimos a
responsabilidade por ele. Fazemos isso em nossas sessões individuais e nos grupos de bioenergética,
mas muito mais nos grupos "Pathwork".  

Nesses grupos não empregamos técnicas específicas. Deixamos que o processo tome seu
rumo organicamente e todos ajudamos uns aos outros. Freqüentemente ocorre que duas pessoas que
têm algum conflito confrontam-se para descobrir o que realmente está ocorrendo; o processo
normalmente começa com um culpando o outro, então prossegue com a exposição em nós mesmos
do quanto desejamos humilhar ou ferir a outra pessoa. Entramos em contato com a dor que estamos
causando e com a dor que levamos em nós mesmos; apropriamo-nos da nossa destrutividade e
vemos de onde ela vem: do eu inferior, assustado e negativo. À medida que liberamos tais
sentimentos negativos, uma mudança ocorre, quase miraculosamente, e nós entramos em contato
com a nossa suavidade, nossa vulnerabilidade. Quando aceitamos o negativo em nós mesmo e nos
outros temos a experiência de que, quando expomos a parte suave e vulnerável que tínhamos
ocultado, ninguém vai nos ferir. E mesmo que realmente sejamos feridos, como é inevitável algumas
vezes, podemos suportar a dor. Deixar a dor entrar é um belo sentimento. É suave, tranqüilizante e
regenerador.

A maior dor é causada pela negação, em nós mesmos, do que temos de melhor. Reprimir
nosso amor, nossa doação, nossa confiança, nossa compaixão, nossa criatividade. Porque, então,
vamos contra a vida. Porém todos nós fazemos isso na medida em que reprimimos os nossos
sentimentos negativos. Não é possível reprimir um tipo de sentimento sem reprimir os outros e isto,
também, é uma lei. Portanto, quando começamos a reter o nosso ódio, a nossa insinceridade, nossa
manipulação, nossa crueldade, etc., também bloqueamos os nossos bons sentimentos. Quanto mais
você se afasta das suas negatividades, mais se afasta dos sentimentos  que afirmam a vida. Não
poderia ser diferente. O bloqueio atinge tudo.

E isso nos leva a outro princípio básico: reconhecer os nossos sentimentos, assumir a
responsabilidade por eles, mas não agir de acordo com eles. O que isto significa?

Por exemplo, alguém me irrita, ou melhor,  eu penso que ele me causa irritação. Então, no
decorrer do Pathwork, eu percebo que estou com muita inveja dessa pessoa, por minhas próprias
razões, e que a odeio. Eu quero machucá-la, e esta é a verdade do momento. Eu reconheço isso, mas
e daí? Se essa pessoa está no trabalho do Pathwork eu posso chegar até ela e dizer: "eu gostaria de
resolver algo com você, em grupo;" e lá é possível expressar o ódio, a inveja, a insegurança que estão
sob tudo isso e resolver o problema. Essa é uma situação segura. Mas naturalmente eu não posso ir
até alguém no meu local de trabalho e dizer "eu odeio você", ou simplesmente bater-lhe na cabeça.
Eu tampouco quereria continuar a agir segundo o meu ódio por ela, encobrindo-o e atingindo a
pessoa de outras maneiras mais sutis, como costumava fazer. Ambas são maneiras de expressar o
ódio. Porém, ao reconhecer o sentimento eu posso usar a minha boa vontade e dizer a mim mesmo:
"eu quero matá-la, mas isso é porque eu tenho raiva, ódio e inveja em mim. Ela poderia até ser do
jeito que é, mas se eu não tivesse meus sentimentos negativos, eu não poderia querer matá-la. Seu
comportamento pode desencadear em mim esses sentimentos, mas ainda assim tais sentimentos são
meus. Ela não os causa. Quando atingimos esse ponto estamos um degrau acima na escada para a
autopurificação. 

E talvez eu devesse ter começado por dizer que, essencialmente, este é um caminho de auto
purificação como um valor em si mesmo e não para nos livrarmos de certas manifestações
desagradáveis em nossa vida. É o nosso Eu Espiritual que busca a purificação, que procura a união
com a força criativa da vida, com Deus. O fato da nossa vida tornar-se mais satisfatória, de nos
acharmos em menos situações negativas, é um subproduto desse esforço dirigido. É talvez por isso
que esse caminho nunca finda. Vamos sempre mais e mais fundo e, também, cada vez mais alto. O
caminho dirige-se para cima, para baixo, ou ambos, na forma de um espiral. A medida que
penetramos mais fundo em nós mesmos, reconhecermos os mesmos erros, as mesmas atitudes
destrutivas, as mesmas concepções errôneas afetando camadas sempre mais profundas da nossa
consciência e por vezes parece-nos andar em círculos. Mas o movimento é em espiral e, à medida
que elevamos nossa consciência,  liberamos cada vez mais energia que flui do negativo para o
positivo. E também, à proporção que percebemos como nós causamos aquilo que experimentamos,
uma nova esperança penetra em nossas vidas.

A maioria das pessoas acredita-se vítima das circunstâncias. Elas chafurdam na autopiedade e
pensam que a vida é vazia de esperança. Estão submetidas ao acaso. Porém, no instante em que
alguém enxerga como cria a sua própria vida, sabe que ela muda, muda também a sua criação. A
experiência dessa verdade advém do trabalhar-se a si mesmo. As conexões tornam-se muito claras.
Uma das maneiras de fazer isso é olhar para a nossa vida presente e analisá-la. Em que área eu estou
insatisfeito e frustrado? Nas áreas em que há mais insatisfação deve haver uma atitude negativa
interior correspondente; esta, por sua vez, é causada por uma concepção falsa subjacente.
Freqüentemente as pessoas perguntam: "por que eu nunca posso ter um belo relacionamento? Eu
quero tanto amar e ser amado e sinto que estou pronto para isso". Pode ter certeza que ele, ou ela,
não está realmente pronto; que mesmo que ele pense assim conscientemente, o inconsciente solapa
o desejo consciente. É por isso que temos que encontrar essas distorções inconscientes. É também
uma responsabilidade àqueles que fazem objeções ao nosso caminho alegando que damos ênfase
excessiva às negatividades. Infelizmente as atividades negativas existem e nos causam muito dano. Se
não forem reconhecidas e expostas elas prosseguem o seu trabalho destrutivo. Muitas pessoas
acreditam que a verdadeira espiritualidade consiste na negação do que há de negativo em nós e no
cultivo da relação com o Eu Universal, com o Um. Na verdade, é possível cultivar esse lado, praticar
a meditação transcendental, evitar cometer atos violentos, etc., e podermos chegar a experiências
temporárias de beatitude. Contudo, lá onde não estamos purificados, lá onde odiamos, nós
permanecemos os mesmos. Nós podemos cultivar aquela parte de nós que já está purificada, que é,
digamos, criativa nas artes, de perspectiva espiritual, com qual não temos conflito. Mas as áreas que
negligenciamos ainda permanecem à espreita, esperando para usar seus truques sujos na primeira
oportunidade. Portanto esse foco no que é negativo é também um método bastante prático para
estabelecer um modo de vida mais harmonioso e satisfatório para nós mesmos. Acredite, se você dá
de frente com um aspecto negativo em você mesmo que nunca havia sido notado antes, não foi o Palestra

Pathwork que o colocou lá. O verdadeiro sinal de que estamos a caminho da saída de um problema
específico é sempre uma experiência liberadora. Sente-se que uma porta se abriu para uma nova
vida. Se um reconhecimento não traz com ele esse sentimento, isso significa que é apenas um
reconhecimento parcial que aponta  o caminho para uma exploração mais profunda.

O caminho é cheio de alegria. Cada passo adiante traz um sentimento instantâneo de leveza e
esperança. Quando é que alguém realmente se sente bem? Quando esse alguém não mais luta contra
a realidade, quando flui com o Universo; quando pensa, sente e age de forma positiva sem esforço,
de maneira quase involuntária, como o bater do coração, como o respirar, como o rolar das ondas
do  oceano em direção à praia, mas estando plenamente consciente desses movimentos. Significa ser
receptivo e expansivo, ativo e passivo, de uma maneira intuitiva; não resistir ao fluxo do Universo,
mas estar com ele. Para isso temos que aprender a abandonar o pequeno ego com sua vontade
própria e quanto menos tivermos que nos defender contra o dano real ou imaginário por acreditar
na orientação interna que está sempre à nossa disposição, mais podemos nos permitir estar imersos
no fluxo universal. Aquela parte de nós que o quer sinceramente, que, na realidade, é parte desse
fluxo é o nosso Eu Superior. E esse Eu Superior é o nosso melhor guia neste caminho. Ele  está
sempre disponível, SE NÓS O QUISERMOS, se quisermos fazer contato com ele. Nós sempre o
ativamos em nossas meditações.

Imaginemos, por exemplo, que nós nos sentimos vagamente intranqüilos e não sabemos o que
nos incomoda. Decidimos meditar, mas nossos pensamentos não o permitem. Em tal situação
podemos dizer: Eu quero ativar o meu Eu Superior para que ele me ajude a encontrar a verdade.
“Qual a verdade do momento? A resposta pode ser:" Eu não quero realmente meditar; não quero
realmente descobrir a verdade porque ela pode ser muito incômoda." Quando expressamos isso, que
é  a verdade do mundo, nós já estamos meditando. Podemos até cerrar os punhos e bater na cama
para assumir a responsabilidade pelo desprezo, pela raiva ou pela frustração que estamos
experimentando. Isso vai ativar mais energia. Então talvez estejamos prontos para sentarmo-nos
novamente e expressarmos aquele primeiro desejo: estar em verdade. "Por que estou intranqüilo e
frustrado?" Podemos instruir o nosso Eu Superior para que deixe o eu inferior manifestar-se, de
forma que possamos olhar para ele, reconhecê- lo e trabalhar com aquilo que vemos. Esse é um tipo
muito simples de meditação, porém extremamente útil pois ao invés de nos afastar de nós mesmos,
da nossa responsabilidade, ele nos aproxima dela. A resposta do momento poderia ser - como
freqüentemente acontece comigo - que eu deveria estar fazendo algo e estou protelando. Eu não
queria realmente ouvir isso; eu na verdade gostaria de ouvir que tudo se deve ao fato da minha mãe
não ter tido leite suficiente quando eu era um recém nascido,  mas infelizmente essa é a realidade. Eu
deveria estar fazendo aquilo que evito fazer. 

Então, chegamos até aqui na meditação, na busca pela verdade. E agora? Por que evito fazer o
que devo? É por desprezo? A quem eu desprezo e por que? Vale a pena fazer isso? Qual o preço que
estou pagando por esse desprezo? Estou preparado para pagá-lo? A resposta provavelmente é não.
Eu quero ir até o fim, sem pagar o preço. 

Neste ponto eu reconheço em quantas outras áreas eu também quero exatamente isso e o alto
preço que estou pagando. Agora eu tenho escolha. Posso fazê-lo ou não, mas então eu aceito Palestra do
conscientemente o preço que tenho que pagar. Em qualquer dos casos eu estou em verdade, eu sou
honesto. A intranqüilidade e a vaga ansiedade terão passado.

Nós consideramos muito espiritual esse tipo de meditação. Ela não é difícil de tentar. Mas
para praticá-la, como também para entrar nesse caminho e permanecer nele, é preciso uma vontade
positiva, um desejo sincero de mudar, um abandono do  nosso ego pequeno e fraco; uma confiança
no Universo, em sua abundância que está disponível para nós se nos abrirmos para ele. Como o
Guia diz, deixar ir - permitir a Deus.

Podemos também dizer que neste caminho trabalhamos em direção à maturidade emocional,
isto é, em direção à capacidade  de amar e de dar. Essa capacidade está em todos nós. Cabe-nos abrir
as portas.  

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Hemisférios cerebrais / descrição comovente da neurocientista Jill Taylor

Este é um tema crucial para nós. Esta cientista teve um derrame que afetou seu hemisfério esquerdo e pôde vivenciar de modo profundo a cognição exclusivamente do hemisfério direito. E percebeu que para termos uma vida bonita, pacífica, verdadeira, precisamos acessar esse hemisfério - que é muito pouco acessado devido à nossa educação essencialmente voltada para o modo de funcionamento do hemisfério esquerdo - centrado num "eu" separado de tudo o mais, que julga ,separa e analisa tudo através do incessante falatório conceitual linear verbal. O hemisfério direito funciona através da percepção do todo, do fluxo misterioso e extasiante da Vida Maior, através de dados sensoriais e de um outro tipo de linguagem.Obviamente temos os dois hemisférios para que os dois funcionem, mas o hemisfério direito é primordial e o esquerdo é secundário, o hemisfério direito não é exclusivista e egocentrado, portanto inclui harmoniosamente as percepções do hemisférios esquerdo. O esquerdo tende a excluir as percepções advindas do hemisfério direito, que permanecem num nível subconsciente e inconsciente. o resultado é um modo frio, manipulador, competidor e agressivo de se "relacionar" com tudo (inclusive consigo próprio).





sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ecossistema vs egossistema



Existe o ecossistema que por definição é um todo  composto de diversas partes interconectadas e interdependentes, numa relação dinâmica e equilibrada. 
E existe o egossistema que é um aglomerado desconectado que se baseia em relações estagnadas de dependência conflituosa.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O perigo do trigo moderno e tv pirata ("vc vai encher essa cara de pão")

O trigo utilizado hoje em dia é bem diferente do trigo de 50 anos atrás; é uma planta híbrida, desenvolvida para o aumento dos lucros e que é muito mais prejudicial do que muitos supõem; além de conter opióides que viciam (a tv pirata já sabia? rsrs) e que estimulam o apetite para porcarias, e o conhecido glúten, é um dos alimentos com maior índice glicêmico (inclusive o integral) e outras coisinhas mais. Encontrei um texto bastante completo e embasado, escrito por Flávio Passos, encontra-se no site   http://www.puravida.com.br/ 


 um viciado no perigoso opióide...






O Gluten Nosso de Cada Dia
Texto: Flávio Passos
O pão é bíblico. É um símbolo de prosperidade, do próprio alimento em si e, para muitos, até de comunhão com o divino.
No entanto, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem pela incapacidade de digerir este tipo de alimento, ou ainda de qualquer tipo de alimento que seja derivado do trigo, do centeio ou da cevada, em especial pela presença de uma certa proteína altamente alergênica denominada Gluten.
A sensibilidade ao gluten é variável de acordo com cada indivíduo, e existe num amplo espectro de possibilidades e sintomas. De um lado temos os indivíduos celíacos, que são incapazes de processar sequer infinitésimas partículas de gluten que ficaram como resíduo em um utensílio que foi usado para preparar um prato com gluten. Do outro lado, temos os indivíduos que não tem qualquer tipo de problema com o gluten. E entre um e outro extremo, uma enorme quantia de indivíduos sofrendo mais ou menos com sintomas diversos de intolerância a esta substância.
O diagnóstico da intolerância ao gluten não é muito óbvio, e é relativamente comum que uma pessoa passe a vida inteira sofrendo com sintomas desagradáveis diversos sem relacionar os mesmos ao consumo dos derivados cereais que contem o gluten.
A lista de sintomas conhecidos e associados à intolerância ao gluten é grande. Vejamos alguns dos mais significativos:
- Crônica perda ou ganho de peso
- Deficiências nutricionais resultantes de má absorção (ex: deficiência de ferro)
- Problemas gastro-intestinais (inchaço abdominal, dor, gases, constipação, diarréia)
- Gordura nas fezes (devido à má digestão)
- Dores nas articulações
- Depressão
- Eczema e dermatites diversas (descamação nas mãos e dedos, por exemplo)
- Enxaqueca
- Exaustão
- Irritabilidade e mudanças comportamentais
- Infertilidade, irregularidade do ciclo menstrual, aborto espontâneo
- Câibras, coceiras e perda de sensibilidade na pele
- Crescimento reduzido (em bebês e crianças)
- Declínio na saúde dental
Como se vê, a lista é muito extensa e vai da psoríase à osteoporose, da infertilidade à obesidade. Assim sendo, fique atento: pode ser que o seu pãozinho de cada dia esteja realmente subtraindo muito de sua qualidade de vida.
 
 Um dos maiores problemas com a intolerância ao gluten é sua natureza insidiosa. Cerca de 75% das pessoas intolerantes não demonstram qualquer sintoma aparente de algo que com o tempo e o consumo frequente pode vir a se tornar uma doença auto-imune, um dano permanente no sistema nervoso e até um câncer intestinal. Algumas destas condições desenvolvem-se silenciosamente sem sintomas iniciais de fácil identificação.
A recomendação é que cada indivíduo busque o quanto antes saber se o seu corpo tolera bem ou não esta substância com o intuito de evitar sofrimento desnecessário.
Existem hoje diversos testes que auxiliam no diagnóstico desta inadequação digestiva, tais como a biópsia do intestino. Entretanto, a chance estimada de um médico tradicional relacionar um problema de saúde qualquer com intolerância ao gluten é de apenas 2% (!!). A absoluta maioria dos indivíduos realizou o simples teste do auto-diagnóstico, que trata de eliminar o gluten por um período de duas a seis semanas e observar se os sintomas recorrentes desaparecem por si.
Os bons profissionais de saúde sempre irão lhe recomendar a exclusão temporária da dieta de cada um dos quatro principais alimentos alergênicos (um de cada vez), de acordo com a lista compilada pela Mayo Clinic (USA), na ordem de maior frequência de incidentes:
1 – Gluten (em especial na forma de trigo, mas também na forma de centeio, cevada e, em casos extremos, aveia)
2 – Laticínios de vaca (especialmente os comerciais pasteurizados)
3 – Soja, especialmente os produtos que não foram pré-digeridos pela fermentação, como o misso, o tempeh, o nattô e o shoyu, estes de fácil digestão. Eliminar carne de soja, leite de soja e todo produto que seja acrescido de extrato ou farinha de soja, além de tofu e o próprio grão cozido.
4 – Ovos, especialmente os ovos de granja, provenientes de galinhas criadas com ração, antibióticos e hormônios.
Realizando em si mesmo esta importante experiência é possível identificar com mais clareza o quanto determinado alimento está afetando sua qualidade de vida… ou não.
No caso do gluten, o alimento que possui a maior concentração deste é de fato o trigo moderno. Sim, o onipresente trigo é o mais problemático de todos os cereais. Bem diferente das variedades ancestrais, como o Einkorn (o grão bíblico), o Kamut ou o Espelta, o altamente hibridizado trigo utilizado em 99% das preparações (como pães, biscoitos, massas e etc.) possui 3 elementos inadequados para a saúde humana, os quais conheceremos a seguir.

Dissecando o trigo moderno

O Einkorn, trigo original do Crescente Fértil (onde a própria agricultura teve início), foi aquele servido por Abraão aos seus convidados. O Einkorn é diferente em diversos aspectos. Seus grãos são menores e mais estreitos do que o trigo moderno. O teor de gluten chega a ser quatro vezes menor, e de um tipo diferente – é um tipo de gluten que possui 14 cromossomos, contra 28 do trigo moderno. Com o Einkorn você consegue criar um pão crocante, mas não uma massa de pizza molenga e maleável, cookies ou mesmo o pão francês.
 
O gluten, (do latin “gluten”, significa “cola”) é muito desejável para a culinária moderna pelo fato de que ele, como uma boa cola, aglutina a massa. É mesmo uma cola – misturando farinha de trigo com água você pode fechar envelopes com esta cola!
O trigo tão popular da era moderna, também conhecido por trigo-anão, é um produto de manipulação genética e hibridização, resultado de gerações e gerações de cruzamentos e seleção de sementes em busca do máximo teor de amido e gluten, os quais são os elementos essenciais da estética e textura normalmente almejados nos derivados. É um tipo de trigo resistente e de alta produtividade na colheita.
O homem que desenvolveu esta variedade em meados do século XX, o cientista norte americano Norman Borlaug, foi laureado com o Prêmio Nobel e prometeu alimentar milhões de famintos ao redor do globo. E de fato o fez, assim como nutriu em milhões a obesidade e a doença. A doença celíaca é hoje 4 vezes mais comum do que há cinquenta anos atrás, e a principal razão é a mudança de qualidade do trigo, que ocorreu justamente neste período.
A primeira diferença principal deste trigo-anão é o elevado teor de um tipo de amido concentrado chamado amilopectina A. É graças a ele que obtemos pães tão fofos. Mas é um amido tão glicêmico que bastam duas fatias de pão integral para elevar o teor de açúcar no sangue em maior medida do que o fariam duas colheres das de sopa cheias de açúcar refinado.
Perceba que não há uma diferença significativa entre a farinha de trigo integral ou refinada (a famosa farinha branca) no quesito glicemia. Em pessoas com diabetes, tanto o pão branco quanto o integral elevam a glicemia sanguínea em 70 a 120 mg/dl sobre os níveis iniciais. É notório que alimentos com alto índice glicêmico resultam em estocagem de gordura na barriga ou nos quadris, na ativação de mecanismos inflamatórios no organismo e na criação da esteatose hepática, ou degeneração gordurosa do fígado. Excesso de açúcar no sangue é o principal fator que resulta em diabetes tipo 2 e em obesidade.

Comparação de índice glicêmico

(teor de elevação de glicose sanguínea após a ingestão do alimento)
 
Uma das manobras enganosas efetivadas pela indústria dos alimentos é o ato de criar um aspecto virtuoso em produtos nos quais são adicionadas pequenas porções de trigo integral (ou mesmo apenas do farelo do trigo) em produtos altamente processados, elaborados com a temível e inflamatória gordura vegetal, com açúcar adicionado e outros elementos nocivos. Quem não conhece um pouco melhor sobre nutrição e saúde (e aqui me refiro a 95% da população, no mínimo) é levado acreditar que está ingerindo algo extremamente saudável ao comer bolachas “plastificadas”, tingidas de marrom por traços de trigo integral.
Outro fator que merece atenção em relação ao trigo-anão é a presença em sua composição de uma espécie de “super gluten”, uma variedade mais eficaz em causar inflamações em tecidos que tenham pré-disposição do que o gluten presente nos cereais não-híbridos. Em comparação com o Einkorn, o trigo moderno possui pelo menos o dobro de quantidade e variedade de moléculas de gluten.
A doença celíaca ocorre em indivíduos que tem uma predisposição genética conhecida como HLA DQ2 or DQ8, a qual ocorre em cerca de 30% da população, sendo que 99% das pessoas que sofrem com intolerância severa ao gluten e ao trigo não são diagnosticadas como tal. Estamos falando de um problema que afeta muita gente que passa a vida sofrendo com sintomas que não são atribuídos à real causa. É, sem dúvida, algo a se considerar.
Quando ingerimos repetidamente um alimento que o corpo não consegue processar adequadamente, o sistema imunológico o trata como um invasor, e luta contra ele. Quando isto ocorre de maneira repetida e frequente, o tubo intestinal fica crônicamente inflamado, o que danifica a mucosa e faz com que esta perca a camada protetora que impede que bactérias invasoras e moléculas de alimentos não digeridos penetrem na corrente sanguínea e se espalhem pelo organismo inteiro, o que conduz a uma inflamação sistêmica pelo fato de que o sistema imunológico passa a lutar contra estas “moléculas protéicas invasoras”.
A inflamação sistêmica é o início de muitas e variadas doenças, tais como doenças do coracão, demência, autismo, câncer e muitas outras. É realmente de se espantar que a medicina convencional tenha tanta resistência em realizar a associação entre alimentação e saúde.
O trigo moderno não contem apenas o amido concentrado e o “super gluten” – o que faz dele algo altamente engordativo e inflamatório – mas ele também contém uma droga poderosa. Sim, uma droga que vicia, aumenta o apetite e desequilibra a mente.
Quando processado pela digestão, as proteínas do trigo são convertidas em “polipeptídeos” chamados “exorfinas”. Estes são como a endorfina produzida após uma atividade física, e se ligam aos receptores de opióides existentes no cérebro, dando um “barato”. O nome deste tipo de substância do trigo é “gluteomorfina” – ou seja, um tipo de morfina.
Este tipo de substância está intimamente relacionado a causa de problemas tais como esquizofrenia e autismo, mas também a vícios comportamentais como apetite desenfreado e distúrbios alimentares diversos. Ninguém tem acessos descontrolados de vontade de comer brócolis, mas é muito comum um surto de desejo de comer cookies ou bolo. Resumindo, o trigo é também um viciante estimulante de apetite.

Substituindo o Gluten no Dia a Dia

Certamente que evitar o gluten não é uma tarefa das mais simples para quem se alimenta daquilo que é considerado o comum. Em nossa cultura, muitas vezes se come o trigo em cada uma das três refeições diárias (pãozinho e torradas no desjejum, macarrão no almoço, pizza ou sopa de macarrão no jantar…), além de bolachas e biscoitos como snacks ao longo do dia.
Poucos são os que não salivam ao sentir o cheiro de um pão quentinho na padaria, ou ao pensar em sua pizza favorita…
O trigo em si, como demonstrado anteriormente, é um alimento que vicia. Para quem é habituado a se alimentar dele, deixar de comer trigo exige uma determinação que se assemelha ao deixar de fumar cigarros. Já que não é uma tarefa das mais fáceis, é importante simplificar este esforço conhecendo e disponibilizando opções para o dia a dia.
Segue uma lista de substitutos viáveis para algumas das opções mais comuns de ingestão de trigo.
- Pão Francês ou de forma (integral ou não): Experimente substituir por tapioca, mandioca, inhame ou batata doce cozidos, por banana da terra cozida ou por algum pão sem gluten de boa qualidade. Muita atenção ao escolher o seu pão sem gluten, pois a maioria é feito com ingredientes tão inadequados quanto o próprio trigo: farinha e/ou óleo de soja, óleo de milho transgênico, clara de ovo de granja… por exemplo. É possível criar bons pães sem gluten, embora estes ainda não sejam os mais comuns no mercado. Tive recentemente a oportunidade de experimentar um pão italiano sem gluten e sem ingredientes duvidosos praticamente idêntico ao convencional… ou seja, é possível.
- Crackers e bolachas (integrais ou não): Já são disponíveis no Brasil crackers de mandioca realmente deliciosos, feitos apenas com mandioca, óleo de palma (ideal para ser aquecido) e sal. O site da empresa é www.chicogeraes.com.br, e o mesmo pode ser encontrado em diversas lojas especializadas. São crocantes e leves, eliminam até mesmo a saudade dos cream crackers e semelhantes, sem qualquer traço da gordura vegetal hidrogenada que quase sempre está presente nestas bolachas. Dica: compre o pacote de “massa de lasanha”, que possui duas embalagens grandes de crackers.
- Cookies sem gluten: Existem algumas marcas que oferecem opções razoáveis, mas quase sempre possuem alto índice glicêmico e ingredientes indesejáveis. O ideal é se acostumar a deixar de gostar de alimentos doces processados, substituindo a princípio por cookies caseiros feitos de trigo sarraceno (receita mais adiante) ou aveia, num segundo momento por frutas frescas até chegar no ponto ideal de ter uma alimentação com o mínimo de doces de qualquer tipo. Uma dieta com baixo teor de açúcar, de qualquer tipo, é a mais recomendada para a maioria dos seres humanos.
- Massas diversas: Já podemos encontrar no mercado diversas opções de massas nos mais variados formatos que são elaboradas com diversos cereais. As mais adequadas são sem dúvida as elaboradas com quinoa e amaranto, ou puro trigo sarraceno. Estes são os cereais mais adequados. Num distante segundo lugar ficam as massas exclusivamente elaboradas de arroz, que embora não sejam alergênicas são pobres em nutrientes e glicêmicas demais. Num terceiro e distante lugar a massa feita de milho, muito glicêmica e quase sempre de origem transgênica. Como quase sempre é verdade em relação a tudo, as opções mais caras (massas de quinoa) são as que oferecem melhor qualidade e valor.
- Pizza: Ainda não me deparei com uma massa de pizza sem gluten pronta para comprar que transmitisse a mesma experiência agradável da pizza convencional e que não tivesse ingredientes indesejáveis. Sendo assim, incluí abaixo uma receita de massa de pizza fácil de preparar e de resultado muito interessante, com as bordas crocantes e douradas e flexível na parte central. Não muito fina, nem muito grossa, te dá a possibilidade de segurar nas mãos uma fatia e morder.
MASSA DE PIZZA SEM GLUTEN
Esta receita requer alguma dedicação e pesquisa para obter alguns dos ingredientes, mas o resultado compensa.
Ingredientes (rende 2 pizzas – multiplique as quantidades e congele se desejar):
– 2 xícaras de polvilho doce ou azedo, ou misturados em partes iguais.
- 1 xícara de farinha de arroz.
- 1/2 xícara de farinha de arroz integral.
- 1/2 xícara de farinha de painço (você pode comprar o painço descascado e moer).
– 2 colheres das de chá de bicarbonato de sódio.
- 2 colheres de chá de goma xantana, ou CMC em pó (encontra-se em casas especializadas de produtos naturais ou empórios).
- 1 colher de chá de sal marinho
- 1 e 1/2 xícara de caldo de cana amornado
- 1 sachê de fermento biológico
- 1/4 de xícara de um bom azeite de oliva
- 1/4 de colher de chá de vinagre de maçã suave
- 1/4 de xícara de clara de ovo da roça (orgânico) batida OU alguma das duas opções de substituição de ovos em receitas (abaixo):

Substituto de semente de linhaça para um ovo

  • Moer as sementes no liquidificador e guardá-las no freezer.
  • No preparo usar uma (1) colher de sopa de sementes de linhaça dourada moídas + Três (3) colheres de sopa de água.
  • Misturar, deixar em uma tigela pequena descansando por 1 a 2 minutos. (Torna-se muito espessa se ficar mais tempo).
Em algumas receitas abundantes em líquidos, as sementes de linhaça moídas podem ser adicionadas diretamente aos ingredientes secos.

Substituto da clara de ovo em receitas

  • Dissolver Uma (1) xícara de polvilho azedo em uma tigela com água.
  • Coloque na panela e mexa, até dar o ponto de clara de ovo.

Modo de Preparo:
1 – Unte duas fôrmas de 30cm com manteiga ou azeite, e polvilhe com polvilho (rs!). Reserve.
2 – Numa larga tigela, misture as farinhas e ingredientes secos. Dissolva o fermento biológico em uma xícara de água morna com uma pitada de açúcar. Misture o fermento aos ingredientes secos.
3 – Adicione os óleos, ovos e vinagre.
4 – Sove a massa até que esteja macia e aderente. A textura da massa não é muito firme, fica mais para massa de bolo do que de massa de pão.
5 – Utilizando uma espátula de silicone, divida a massa ao meio e despeje cada metade nas fôrmas preparadas. Espalhe a massa com mãos limpas e molhadas, criando um disco fino e de espessura bem distribuída, com bordas suavemente levantadas. Você precisará umedecer suas mãos mais de uma vez para fazer isto. Tenha calma, você será recompensado com uma adorável massa de pizza.
6 – Deixe a massa da pizza descansar e crescer em local morno por mais ou menos 15 minutos.
7 – Pré-aqueça o forno a 200 graus, e depois asse por 10 minutos até dourar.
8 – Remova do forno, desligue o forno e ligue o grill (se houver). Pincele a massa com um bom azeite, tomates cereja esmagados, sal marinho e ervas frescas. Utilize, se quiser, um bom queijo de cabra, de amêndoas, ou do que preferir. Gratine por 4 ou 5 minutos e pronto, delicie-se com sua lindíssima pizza sem trigo!

Mais Observações
Alguns afirmam que o trigo, quando germinado, perde o seu gluten e deixa de ter malefícios. Isto simplesmente não é verdade. Embora o teor de gluten seja reduzido, é em pequena proporção. Se você não tolera o trigo, germinar o mesmo não irá resolver a questão.
Isto não significa que não seja benéfico germinar os cereais diversos – uma prática que de fato facilita a digestão, elimina substâncias indesejáveis e amplifica a qualidade do alimento em geral. Mas não é suficiente para eliminar o gluten.
Outra observação importante é que embora tenham sido apresentadas algumas idéias e alternativas para substituir o trigo, mesmo estas alternativas devem ser ingeridas dentro de um equilíbrio, sem excessos.
O ideal é ter consciência de que a meta é ter uma ingestão reduzida de pães, massas e biscoitos de qualquer tipo. Seja de trigo ou de qualquer outra origem, é sempre bom estar atento para ter uma alimentação com ingestão moderada de carboidratos. Lembre-se de que nos milhares de anos que antecederam a descoberta da agricultura o organismo humano lapidou seu metabolismo ingerindo uma alimentação com muito pouco carboidrato – e até hoje é assim que o metabolismo encontra as suas condições ideais para funcionamento.
Os grandes especialistas em nutrição recomendam obter a maior parte das calorias diárias de fontes de gordura saudável, e apenas entre 30% e 20% de calorias idealmente seriam obtidas de carboidratos – variando, naturalmente, do perfil de atividade física individual. Por incrível que pareça, o exato inverso da típica pirâmide nutricional tradicional…. e um excelente tópico para ser detalhado em um outro artigo.
Desta forma, o ideal mesmo é ir cortando seus laços de dependência com uma dieta com excesso de alimentos ricos em carboidratos – açúcar, pães, bolos, biscoitos, massas, batatas…. e tudo aquilo que vira açúcar no sangue. Esta é uma das diretrizes básicas de uma alimentação realmente em harmonia com a natureza da biologia corporal. Excesso de carboidratos na dieta é razão do desenvolvimento de uma lista enorme de desequilíbrios para a saúde, justamente por não ser o combustível natural para o corpo.
Mesmo assim, sabemos que toda a mudança duradoura acontece de forma gradual. O ideal é iniciar o caminho de evolução de hábitos alimentares substituindo os alimentos por alternativas melhores, como as demonstradas acima, e, aos poucos, educando-se a gostar daquilo que faz bem. E aprender, se ainda não o fez, que é perfeitamente possível ter uma vida cheia de alegria e prazer mesmo sem o trigo… e sem os seus muitos inconvenientes!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Trailer de um documentário sobre Bruno Groning

Trailer de um documentário sobre Bruno Groning, que foi um incrível curador alemão - ajudou na cura de milhares de pessoas -  e foi impedido pela "justiça" de continuar seu trabalho. ao assistirem, perceberão em algumas imagens o seu pescoço inchado - era onde a energia divina de cura se acumulava - . em certo ponto alguém diz que ele comenta estar queimando por dentro por não poder curar - esse fogo não era apenas a indignação e a angústia, mas uma energia real - kundalini - que realmente queima. mais uma história que explicita a psicopatia reinante nos poderes da nossa civilização.




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Abaixo-assinado Contra o FLÚOR NA ÁGUA

Abaixo-assinado Contra o FLÚOR NA ÁGUA

Para:Presidente da República Federativa do Brasil; Senado Federal; Congresso Nacional do Brasil; Supremo Tribunal Federal;

para assinar:
 http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N6190

Adicionar flúor à água é um CRIME cometido pelos governos contra a população. Mais do que isto, é um ASSASSINATO PÚBLICO EM GRANDE ESCALA, conforme as palavras de INÚMEROS renomados cientistas, como o Dr. ARVID CALSSON, prêmio NOBEL em 2000. Exatamente as mesmas palavras disse o também renomado Dr. DEAN BURK, fundador do INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER dos Estados Unidos.

O Dr. Burk realizou diversos ESTUDOS CIENTÍFICOS, comparando as ESTATÍSTICAS entre cidades dos Estados Unidos onde a água é fluoretada, e cidades onde a água NÃO é fluoretada. E os resultados são ASSUSTADORES, pois em TODOS os casos, em TODOS os estudos, ocorre exatamente o MESMO RESULTADO: a partir DO MOMENTO em que foi iniciada a adição de flúor nos suprimentos de água, os ÍNDICES DE CÂNCER na população AUMENTAM DRASTICAMENTE.

Acesse http://www.cidadaoativo.com.br/agua/204-fluor-causa-cancer-e-alergias.html para ver um vídeo em que o Dr. Burk mostra os GRÁFICOS com as estatísticas de seus estudos. Os resultados são SEMPRE OS MESMOS, em TODOS os estudos, A PARTIR DO INÍCIO DA FLUORETAÇÃO, os índices de CÂNCER NA POPULAÇÃO aumentam DRASTICAMENTE.

O flúor é um VENENO altamente prejudicial à saúde, causador de INÚMEROS MALES E DOENÇAS, como os seguintes:

CÂNCER NOS OSSOS
CÂNCER NA TIRÓIDE
ARTRITE
OSTEOPOROSE
DIVERSOS OUTROS TIPOS DE CÂNCER
ALERGIAS DIVERSAS
REAÇÕES AUTO-IMUNE DO SISTEMA IMUNOLÓGICO
FLUOROSE NOS DENTES
FRATURAS NOS OSSOS
PERDA DE CÁLCIO PELO ORGANISMO
DIABETES
HIPOGLICEMIA
PROBLEMAS NEUROLÓGICOS GRAVÍSSIMOS
INSUFICIÊNCIA RENAL
ALTERAÇÕES NO DNA
ALTERAÇÕES NAS FUNÇÕES DOS ESPERMATOZÓIDES
REDUÇÃO DA INTELIGÊNCIA (QI)
PROBLEMAS NO SONO
FADIGA
AUMENTO DE PESO
DORES MUSCULARES
AUMENTO DE COLESTEROL
DOENÇAS CARDÍACAS
RUGAS NA PELE
PERDA DA MEMÓRIA

Todos os profissionais de DEDETIZAÇÃO sabem ainda que o flúor é o MAIS EFICIENTE VENENO PARA MATAR RATOS! Isto mesmo, um VENENO DE RATOS. Até mesmo um SOBRINHO DE EINSTEIN, Emanuel Bronner, que foi também um proeminente cientista, disse que o flúor é um VENENO DE RATOS, e que é um total e completo absurdo colocar um VENENO DE RATOS nos suprimentos de água da população. Incrível!!!

AO CONTRÁRIO do que se pensa, o flúor é também ALTAMENTE PREJUDICIAL aos dentes, causando, entre outros gravissimos problemas, a FLUOROSE. Ou seja, NÃO EXISTE QUALQUER MOTIVO para adicionar este VENENO aos suprimentos de água da população!

E talvez você não saiba, mas o flúor é um LIXO INDUSTRIAL, um RESÍDUO das indústrias de alumínio. Um LIXO INDUSTRIAL que é adicionado na água da população, incrível!!!

O flúor na água é um COMPLETO ABSURDO, e cabe a TODOS OS CIDADÃOS esclarecidos e informados da verdade SE MANIFESTAREM contra este crime cometido contra a população.

Em diversos países, como praticamente TODA A EUROPA, é PROIBIDA COMPLETAMENTE a adição de flúor na água. A população destes países SAIU ÀS RUAS em enormes PASSEATAS, e tamanha pressão surtiu um EFEITO IMEDIATO, levando os governos destes países a decretar a PROIBIÇÃO DO FLÚOR.

Aqui no Brasil já existem PROJETOS DE LEI no CONGRESSO NACIONAL para a REVOGAÇÃO COMPLETA desta lei absurda que determina a fluoretação das águas. Entretanto é necessária uma AMPLA MOBILIZAÇÃO da sociedade. Uma mobilização que resulte em uma PRESSÃO MACIÇA, CONSTANTE E INCESSANTE sobre o meio político.

Este ABAIXO ASSINADO é o PILAR PRINCIPAL da estratégia para PRESSIONAR MACIÇA E INCESSANTEMENTE o meio político a fim de obter a MAIS URGENTE possível REVOGAÇÃO COMPLETA desta lei absurda do flúor nos suprimentos de água.

Nós os abaixo assinados EXIGIMOS A IMEDIATA REVOGAÇÃO desta lei absurda do flúor na água.

ATENÇÃO ASSINANTE: é da MÁXIMA IMPORTÂNCIA a sua PARTICIPAÇÃO e EMPENHO na DIVULGAÇÃO deste Abaixo Assinado. Acesse http://www.cidadaoativo.com.br/agua/194-coloque-o-banner-do-abaixo-assinado-no-seu-site.html e pegue o CÓDIGO para colocar um BANNER DO ABAIXO ASSINADO no seu site.

É muito simples, basta colar o código do banner no HTML do seu site. Há VÁRIOS MODELOS E TAMANHOS de banner disponíveis, escolha um que se adapte melhor ao seu site. É da MÁXIMA IMPORTÂNCIA divulgar o MÁXIMO POSSÍVEL o Abaixo Assinado. Vamos obter MILHARES ou MILHÕES de assinaturas. FAÇA SUA PARTE!


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